Educação ambiental em escola da capital mineira é um exemplo a ser seguido


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As iniciativas de trabalhos voltados para educação ambiental da Escola Municipal Adauto Lúcio Cardoso no bairro Céu Azul, são exemplos de como associar educação a cuidados com o meio ambiente. Através do cultivo de hortas e da criação de peixes, os alunos ajudam no abastecimento da cantina e aprendem de forma lúdica a ter uma alimentação mais saudável. A escola é a primeira da capital mineira a ter um sistema de Aquaponia, e realiza atividades voltadas para a plantação de hortaliças e compostagem com restos de alimentos da merenda.

A Horta

O espaço destinado a horta da escola já existe a 15 anos, mas foi no ano de 2012 que o programa Escola Integrada assumiu as atividades, tornando os alunos responsáveis pelo plantio e manutenção do local. Todo alimento produzido e cultivado pelos alunos é destinado para a merenda que é servida na escola. Em 2015 percebendo que havia um espaço ocioso nos fundos da horta, foi construída uma estufa para o cultivo de novas mudas, que infelizmente acabou sendo destruída por uma tempestade nas férias do mesmo ano.

Sistema de Aquaponia

Aquaponia é um sistema que une a aquacultura (cultivo de organismos aquáticos) e hidroponia (cultivo de plantas sem solo). A amônia proveniente dos dejetos dos peixes é convertida nos filtros biológicos em substâncias que irão nutrir as plantas, voltando filtrada e limpa para os peixes. Tudo isso ocorre em um sistema fechado, não despejando efluentes tóxicos nas águas e economizando até 90% de água, se comparado com a agricultura convencional. No final do processo podemos consumir tanto as plantas quanto os peixes.

Em 2016, o monitor Walisson Ailton Menezes sugeriu a implantação do sistema de aquaponia. Com a ajuda dos alunos, o projeto foi elaborado e em seguida o sistema foi implementado. No início as atividades contavam com uma caixa d’água de 1000 litros e 8 caixas de masseiras (as mesmas utilizadas por pedreiros na construção civil) e uma bomba submersa de baixo consumo, e a expectativa era alcançar a produção de 100 plantas por mês e no final de 6 meses, 45 Kg de peixes.

Em abril, os alunos fizeram a reconstrução do sistema, que passou a contar com um novo tipo de cultivo em canos chamado NFT ( além das 8 caixas já existentes) e que possibilitou a verticalização do cultivo, aproveitando melhor o espaço e triplicando a produção das plantas.

Projeto de Compostagem

Mesmo administrando a horta e a aquaponia, os alunos perceberam que havia o descarte de uma quantidade considerável de matéria orgânica proveniente da cantina. Foi quando Danilo Marcos de Alvarenga, monitor do PSE (Programa Saúde na Escola) mobilizou um grupo de estudantes para iniciar o sistema de compostagem, denominado “Compostemalc” (uma junção de compostagem com a sigla da escola). Esses alunos promovem a conscientização para redução do desperdício de alimento. As sobras provenientes do preparo dos alimentos é 100% compostada pelo grupo na escola. Desde Agosto desse ano, quando o projeto foi implantado, o grupo conseguiu compostar mais de 60kg de sobras que seriam descartadas. A intenção é que todo o composto produzido seja utilizado na horta e nos jardins da escola.

Para administrar seus sistemas, os estudantes decidiram montar uma empresa fictícia que opera dentro e fora da escola chamada “Círculos Aquapônicos”, com uma página no Facebook, onde todo o trabalho desenvolvido é postado.

Hoje os alunos apresentam suas idéias para outras escolas e para toda comunidade, participando de feiras e promovendo as ideias e os trabalhos desenvolvidos por eles, espalhando novas iniciativas para uma educação ambiental cada vez mais ativa e um futuro mais sustentável.


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