Tudo sobre reciclagem: plástico


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Aqui no blog da BH Recicla, estamos com uma série de posts intitulada “tudo sobre reciclagem” e hoje é a vez do plástico. O que você já sabe sobre esse material?

Se você tem interesse em assuntos relacionados à sustentabilidade e ao meio ambiente, é bem provável que já tenha visto campanhas pela redução do uso dos plásticos.

Um movimento que ganhou força recentemente é o que incentiva pessoas a adquirirem canudos duráveis (como de vidro, alumínio ou bambu). Isso porque os canudinhos de plástico dificilmente são reciclados e acabam chegando aos oceanos, ameaçando formas de vida marinhas.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, vamos lá!

Reciclagem do plástico: importância e desafios

Reciclar é sempre uma ação em defesa do meio ambiente e das formas de vida do planeta. Isso porque reduz a extração de matéria-prima e minimiza danos relacionados à poluição.

O plástico ganha destaque entre as ameaças às formas de vida marinha porque os oceanos recebem, atualmente, 25 toneladas de lixo por ano, sendo metade de resíduos plásticos. A situação gera desequilíbrio no ambiente, afeta os animais e, consequentemente, os seres humanos.

Com isso em mente, a importância da reciclagem aumenta porque ainda que se resolvam os problemas de logística e de incentivo, já há uma enorme quantidade do material pelos mares. E a profundidade média de 4,2 mil metros dos oceanos torna sua limpeza consideravelmente desafiadora.

Ou seja, é preciso adotar medidas e mudanças comportamentais, que já estão ao nosso alcance, para evitar que mais plásticos tenham o mesmo destino e que a situação se agrave.

Desafio da mudança de hábitos

A questão é que o plástico é um material amplamente utilizado em nosso dia a dia. Embalagens plásticas e descartáveis são materiais que parecem imprescindíveis à vida como estamos acostumados. E, por isso, retirá-los ou reduzir seu uso é tão desafiador.

Antes dos canudos ganharem destaque, as sacolas plásticas foram apresentadas como uma das maiores vilãs do meio ambiente. Isso porque, em geral, a produção a partir de recursos não-renováveis como petróleo e gás natural é prejudicial ao ambiente e seu tempo de decomposição é bastante longo.

Por isso, políticas públicas incentivaram a troca do material por plásticos biodegradáveis (cujo tempo de decomposição é menor) ou pela adoção de sacolas ecológicas. Até hoje, muitos supermercados ainda vendem ecobags personalizadas, o que serve como incentivo constante para a conscientização.

Nem sempre, porém, as pessoas se lembram de levar suas sacolas às compras. Por isso, muitos estabelecimentos disponibilizam caixas de papelão (material com melhores índices de reciclagem) para substituir o uso das sacolinhas.

E tudo isso serve para nos mostrar que mudar os hábitos não é fácil, mas é possível! Atualmente, com o debate em torno do canudo em alta, empresas que fabricam modelos de vidro ou alumínio, por exemplo, apostam no poder de transformação por trás da ideia - uma mudança de cada vez.

O uso de plásticos não-recicláveis

Nem sempre os materiais podem ser facilmente substituídos por outros de maior potencial reciclável, como acontece com as sacolinhas. Os chamados termofixos são plásticos que, uma vez prontos, não apresentam condições para a reciclagem. Alguns exemplos são as telhas transparentes, peças automobilísticas e revestimento de telefone público (orelhão).

Por sua vez, os termoplásticos são materiais que, uma vez reaquecidos, podem ganhar nova forma. Ou seja, podem passar pelo processo de reciclagem. Mas é importante saber que há exceções!

A mais curiosa delas talvez seja a relacionada à garrafas PET. A questão é a depender do pigmento utilizado para dar cor à embalagem, ela não pode ser reciclada. É o caso de alguns frascos de ketchup e garrafinha azuis, verdes ou rosas de água mineral, por exemplo.

Isso porque, segundo a bee green, essas outras cores “não são misturadas com as tradicionais verde, cristal e marrom para a reciclagem, e acabam sendo destinadas à aterro”.

Brasil e a reciclagem de plástico

Que o nosso país (assim como vários outros) ainda precisa melhorar muito seus índices de reciclagem você já sabe. Por vezes, a falta de um sistema de alcance nacional, dificultado pela extensão territorial, e a falta de incentivos governamentais são questões colocadas em pauta.

Como forma de motivar uma mudança, é comum apontar o prejuízo gerado pela não reciclagem de materiais e com o plástico não seria diferente. O Brasil produz cerca de 10,5 milhões de toneladas de plástico por ano uma quantia que, segundo aponta a matéria da Agência Brasil, resultaria em um ganho de R$5,7 bilhões para a nossa economia.

Faça a sua parte para ajudar!

Você chegou até aqui com mais motivação para ajudar a aumentar os índices da reciclagem de plástico no país? Ótimo! Confira algumas dicas:

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