Exposição fotográfica: Cidade Entrincheirada


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O medo de viver na cidade parece ser crescente, por isso, para tentar diminuir a sensação de insegurança, as pessoas tem aumentado a quantidade de elementos “bélicos” em suas casas. Câmeras de vigilância, cacos de vidro sobre os muros, cercas elétricas, arames farpados e cerca de concertina.

Essa prática independe da idade, do estilo ou do estado de conservação desse edifício. Todo investimento em construir ou manter uma casa bela parece ser insignificante se não houver um desses elementos de segurança.

Começa com uma casa, depois duas, até que grande parte do bairro esteja tomado por arames e por uma sensação visual de completa insegurança ou abandono. O contraste estético, a arquitetura e os elementos de segurança são gritantes. Mas então, por que ninguém fala o quanto a cidade está mais feia? Por que ninguém fala do medo que sente?

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Os idealizadores

A exposição fotográfica Cidade Entrincheirada foi idealizada pelos futuros arquitetos Diego William e Lucas Costa. Ambos graduandos de arquitetura e urbanismo e amantes da fotografia, apresentam em seus trabalhos o que a sociedade vê e sente, mas recusa-se a discutir. Uma cidade tomada pelo medo, expressado inconscientemente nos muros de nossas casas.

A proposta da exposição

A proposta dessa exposição, composta por uma série de fotografias em escala de cinza, é revelar estes elementos de segurança, que já se tornarão tão comuns e que praticamente estão integrados à paisagem urbana. E mesmo passando quase desapercebidos aos olhos já acostumados pelo automatismo, estas obras mostram que estes adornos não são inseridos no ambiente indiscriminadamente, eles são, na verdade, provenientes de um estado físico e mental de guerra, onde lutamos contra a cidade, o bairro, o vizinho e, principalmente, contra nós mesmos.

Os apoiadores

A exposição conta com o patrocínio da BH Recicla e com o apoio de Pedro Cine Foto. Nossas linhas de apoio objetivam patrocinar projetos e programas que contribuam para a auto reflexão, buscando despertar o interesse ao debate sobre questões importantes para o mundo na atualidade. Oferecer alternativas, revelar preconceitos, valores e emoções ao indivíduo, auxiliando no desenvolvimento de novos agentes pensantes e transformadores da cultura e da conscientização de outras pessoas a partir de sua própria realidade.


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